O início da colonização sergipana houve mãos dadas entre particulares e o Estado, ambos tinham interesses comum de dominar o território sergipano, pois o Estado não tinha condições financeiras para sozinho dominar e os criadores de gado aliaram-se para essa empreitada tendo os núcleos de povoamento como os distritos militares para a conquista.
Porém, pós conquista do território seus interesses se distanciaram do Estado português e criaram suas próprias normas de convívio social e afirmação de poder, sobressaindo seus interesses individuais em detrimento do coletivo e da construção da ordem política.
Dessa forma a penetração portuguesa na capitania de Sergipe ocorreu lentamente, pois a visão sobre o “campo” era do “latifúndio” espaço dominado pelos criadores de gado. Assim, a historiografia clássica ao comparar a colonização espanhola e portuguesa na América constata que na América espanhola a vida urbana era intensa e na América portuguesa as vilas (núcleos de povoamento) viviam precariamente tendo uma visão apenas econômica.
Mas segundo Ronald Raminelli os núcleos de povoamento teve múltiplas funções tanto administrativas quanto religiosas, pois o Estado tinha interesse de expandir a cristandade católica concomitante ao domínio do território. Por isso, tanto o Estado e a Igreja teve papel importante na conquista territorial de Sergipe ambos contribuíram para as ordens sociais, morais e imposição de poder.
Os núcleos de povoamentos de Sergipe foram importantes para a conquista e expansão da cristandade católica entre eles: Santa Luzia, Lagarto, Itabaiana, Santo Amaro, Vila Nova e o destaque maior para São Cristovão que foi o primeiro e responsável pela conquista das outras áreas sergipanas e essencial para expansão católica em Sergipe.
Referência:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. Enquanto a ordem prevalecer: os núcleos de povoamento, o Estado e o Padroado. São Cristovão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010, p.33-54.
Nenhum comentário:
Postar um comentário