domingo, 11 de setembro de 2011

DAS INSUBORDINAÇÕES E PROTESTOS À INDEPENDÊNCIA DA CAPITANIA DE SERGIPE

O processo de independência da capitania de Sergipe da Bahia foi paulatinamente se concretizado, pois havia um contexto social favorável para o mesmo ganhar força e protestar pela sua autonomia, as câmaras municipais tiveram um papel importante para essa empreitada.
 No primeiro momento a Coroa portuguesa controlava os poderes paralelos dos proprietários de terras e criadores de gado através das câmaras, ou seja, administrava a colônia, já no segundo os interesses mudaram e os proprietários de terras, criadores de gado e agricultores se fortaleceram e passaram a controlar a legislação com interesses individuais e locais.
A capitania de Sergipe após a mudança da capital da Bahia para o Rio de Janeiro tornou-se subalterna a Bahia que por sua vez era subordinada a metrópole, com esse fortalecimento das câmaras em favor da autonomia sergipana os protestos criaram força contra os absurdos do poder metropolitano, eclesiástico, ouvidores e autoridades baianas.      
A reação dos camaristas em favor da autonomia da capitania de Sergipe não foi de bom agrado para as autoridades baianas, porém as vilas de São Cristovão, Itabaiana, Santo Amaro e Santa Luzia se revoltavam contra as arbitrariedades da cobrança de impostos pela Bahia para suprir as necessidades da Coroa, os gêneros alimentícios que abastecia a Bahia ao deixar a população sergipana passando fome entre outros.
Portanto, não podemos pensar a independência de Sergipe como um ato de decreto, assinado por D. João VI, mas como um processo de mudanças ocorridas ao longo da relação de domínio da Bahia sobre Sergipe.

 Referência:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. Das insubordinações e protestos à independência da capitania de Sergipe. São Cristovão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010, p.55-72.   


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