domingo, 27 de novembro de 2011

NAS FÍMBRIAS DA ORDEM E DO PROGRESSO: OUTRAS “VOZES” E “HISTÓRIAS DE VIDAS” DIFERENTES DOS AGENTES DA MODERNIZAÇÃO EM ARACAJU

O discurso modernizador das elites em Aracaju marcou as primeiras décadas do século XX, a ordem e o progresso defendido a todo custo por essa elite transformou profundamente a vida da população pobre de Aracaju que vivia na “margem” desse progresso e modernidade que alavancava o futuro promissor da cidade. Mas, devemos compreender também as outras vozes que faziam parte dessa modernização, constatar que a população pobre não era tão bem tratada como aparece no discurso da elite e moravam em condições precárias.
A classe operária de Aracaju era submetida a duras jornadas de trabalho, sendo explorados constantemente no seu ambiente de trabalho, seus filhos não tinham as mesmas oportunidades que os filhos de seus patrões, a única solução para a elevação dessa classe seria criar uma escola para o trabalhador. O discurso dessa classe do centro operário sergipano ia de encontro com o da elite, enquanto um dizia que na cidade de Aracaju não havia pobreza, mas sim modernidade e que os operários eram tratados bem como amigos por seus patrões, o outro contradizia esse discurso e questionava acerca das condições de vida dos operários que eram péssimas.
Sendo assim, há vários outros discursos acerca da modernização de Aracaju não somente da elite, devemos dar espaço ao outro com suas vozes esquecidas ou até mesmo abafadas diante de uma sociedade que valoriza a história oficial não a história de vozes destoantes, a contribuição de homens e mulheres pobres, um exemplo desse outro é o depoimento de Dona Antônia, uma operária que trabalhou trinta anos na mesma fábrica (Sergipe Industrial). 
O discurso do outro é extremamente essencial para compararmos situações distintas e ouvir as vozes da classe operária que também contribuiu para Aracaju virar a capital da “modernidade”, porém pagaram caro foram expulsos de suas moradias em prol do progresso e da ordem. A população pobre de Aracaju sofreu as conseqüências desse discurso elitizado que queria a todo custo à modernização da cidade não poupando o morro do Bonfim onde residia boa parte dessa população que foi destruído para dar espaço a civilização e a modernidade.
Portanto, não devemos nos ater somente ao discurso elitista da modernização de Aracaju, mas dar espaço e voz aos outros discursos, histórias de vidas que também contribuiu para entendermos a real modernização de Aracaju, essas ficam esquecidas e fazem parte das fímbrias da ordem e do progresso.                 

Referência:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. Nas fímbrias da ordem e do progresso: outras “vozes” e “histórias de vidas” diferentes dos agentes da modernização em Aracaju. São Cristovão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010, p.179-200.   

domingo, 13 de novembro de 2011

“USO DO PRIVADO NO PÚBLICO”: ORDEM PÚBLICA E CORONELISMO EM SERGIPE (1889-1930)


As elites de Aracaju tinham um discurso modernizador de ordem e progresso, porém as relações de poder em Sergipe não eram tão calmas e tranquilas como a elite defendia, havia um descontrole na ordem pública com o aumento das subdelegacias nas décadas de 10 e 20.  
            O uso do privado no público interferia na ordem pública, pois os poderes locais manipulavam o público em prol do privado e de interesses pessoais causando muitas vezes conflitos entre as autoridades. Os órgãos públicos de Sergipe responsáveis pela manutenção da ordem em Aracaju e regiões circunvizinhas ficavam a mercê das relações pessoais de poder que as autoridades locais de determinada região exercia na sua localidade, fazendo uso do privado no público em prol de seus próprios interesses eram os chamados “coronéis” que tinham poder para colocar no cargo público aqueles escolhidos por eles próprios era a velha prática do dar e receber, ou seja, cargos de chefia eram exercidos por pessoas incapacitadas e leigos.
                   As comarcas, delegacias, penitenciárias, casas de prisão, a polícia em Sergipe não foram eficientes para exercerem seus papéis de controle público, pois não controlava totalmente a população e o banditismo, porém o discurso das elites propõe em seus relatos mostrar para a população e seus eleitores que garantiram a ordem em Sergipe graças à eficácia da polícia e ao povo sergipano.
            Portanto, as relações pessoais de poder em Sergipe em prol de interesses individuais interferiam no andamento das comarcas, delegacias, cadeias e na funcionalidade da polícia, já o discurso modernizador das elites sergipanas se contradiz ao analisarmos mais profundamente a manutenção da ordem pública.    
  
 Referência:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. “Uso do privado no público”: ordem pública e coronelismo em Sergipe. São Cristovão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010, p.161-178.   

domingo, 23 de outubro de 2011

AS PONTECIALIDADES DA HISTÓRIA LOCAL PARA A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM SALA DE AULA: O ENFOQUE DO MUNÍCIPIO DE SOROCABA


As perguntas a serem respondidas nessa atividade serão:

1.      Qual a crítica que Arnaldo Pinto Júnior faz ao modelo de História que é imposto pelas elites e apresentado nos livros didáticos para os alunos em Sorocaba?
2.      E qual sua proposta ou alternativa para que essa História seja contada de outra forma em Sorocaba?

 Arnaldo Pinto Júnior em seu artigo expõe a importância do estudo da História local para o ensino de História em sala de aula ao mudar o discurso histórico dominante de uma História geral que apaga as especificidades da local e reproduz uma visão tradicional e “verdadeira” da história. O estudo da história local situa o aluno no seu tempo e espaço, mas também destrói visões homogeneizadoras e uniformizadoras que se propagam através das versões historiográficas gerais. 
O autor faz uma crítica ao discurso modernizador em Sorocaba veiculada na cidade desde 1903 por alguns setores sociais que proclamavam seu avanço através da denominação Manchester Paulista, deixando no passado sua feira de muares no final do século XIX, pois não mais podia competir com a concorrência do símbolo modernizador e o progresso futuro do século XX, imposto pelas elites econômicas e intelectuais da cidade que defendiam seu centro urbano como um espaço de prosperidade e traziam bem estar para sua a população e o crescimento de São Paulo e do Brasil. Esse discurso elitista do passado deve ser questionado para explicitar as contradições internas da Manchester Paulista, isso é essencial para compreender ideais e representações que ainda fazem parte do “olhar neoliberal” sobre a sociedade que dificulta a construção de relações sociais democráticas.
  A sua proposta é o questionamento desse discurso da Manchester Paulista, ao relacionar suas ideias fundamentais com a realidade vivida pelos alunos na sua respectiva cidade, ou seja, mudando dessa forma o discurso através da pesquisa e análises de documentos ao problematizar o passado os alunos compreenderam melhor o presente e as relações políticas e sociais de Sorocaba na transição do centro urbano para a indústria têxtil.  
 Os alunos na prática da pesquisa de campo levantariam documentos locais e as memórias de pessoas que vivam na cidade para cruzar e comparar às evidências e resignificar a história da cidade com suas percepções e construções históricas produzindo novos saberes sobre o município de Sorocaba.
Portanto, a partir do estudo das potencialidades da história local para a produção de conhecimento em sala da aula os alunos seriam capazes de entender as noções de tempo e espaço, permanências e mudanças, similaridades e diferenças contribuindo para um novo discurso histórico em Sorocaba.

Referência:
JÚNIOR, Arnaldo Pinto. Revista do Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas. As potencialidades da história local para a produção de conhecimento em sala de aula: o enfoque do município de Sorocaba. Ano I- Número 3, Julho de 2001, p.37- 40.
        

domingo, 25 de setembro de 2011

RELATÓRIO TEMAS DE HISTÓRIA DE SERGIPE II

Grupo: Antunes Santana Reis
                  Elaine Santos Andrade
                                  Josineide Luciano Almeida Santos
                  Renato Araujo Chagas
                         Ruzilane Rabelo dos Santos

O relatório é referente às aulas dois, três, quatro e cinco da apostila de Temas de História de Sergipe II, dos problemas levantados e discutidos no facebook pelos membros do grupo.

O questionamento da segunda aula que foi dia 29/08/2011, a líder (Ruzilane Rabelo dos Santos) postou no dia 30/08/2011 às 14h09, a seguinte pergunta: 

Qual a importância dos núcleos de povoamento para o avanço da cristandade católica?

A pergunta foi curtida pelo professor no dia 31/08/2011 às 05h37 e sugeriu restringir para Sergipe no período colonial.
A pergunta foi reformulada dia 02/09/2011 às 16h40 pela líder:

Qual a importância dos núcleos de povoamento para o avanço da cristandade católica em Sergipe no período colonial?

Renato Araujo respondeu a pergunta dia 03/09/2011 às 20h20, a sua resposta foi a seguinte:

Sabemos que desde 1575, com as presenças de João Solônio e Gaspar Lourenço em terras sergipanas, um dos interesses da coroa Portuguesa era proliferar a cristandade entre os habitantes dessa região, ação que só verdadeiramente aconteceu a partir de 1590 com o domínio português, consequentemente com a formação de núcleos de povoamento que para alguns economicamente falando servia apenas como apêndice do campo, mais por intermédio deles foi que o Estado obteve possibilidades em manter a ordem com algumas ações na área religiosa, entre elas podemos destacar: construções de igrejas, frequentes procissões entre outras; um exemplo claro dessas atitudes podem ser contempladas na cidade de São Cristovão que mesmo em um momento de pouco desenvolvimento o alto numero de igrejas e conventos eram perceptíveis. Em suma, existia por trás dos núcleos de povoamento todo um aparato para se adequar aquelas comunidades a um forte viés religioso, só dessa maneira a sua expansão seria aumentada gradativamente.

Antunes Santana respondeu a pergunta dia 04/09/2011 às 15h24, a sua resposta foi a seguinte:

A conquista de Sergipe em 1590 e a formação de São Cristóvão como núcleo de povoamento marca também os investimentos em firmar a fé católica nessas novas demissões do Império Luso- Espanhol, com o Padroado, onde a Igreja está interligada ao Estado, o avanço da cristandade se torna paralelo ao avanço de territórios. Tal ação contribuía para que práticas heterodoxas não alcançassem a Colônia mantendo assim o estado de Ordem e moralidade. A construção de Igrejas e presença de conventos nesses novos núcleos fazia parte de uma ação pedagógica para manutenção da fé com procissões, missas e catequeses. Ao mesmo tempo tudo isso contribuía para a manutenção do poder Coroa na região. Assim a partir do século XVII mesmo com núcleos de povoamento não tão desenvolvidos a Igreja Católica se expandiu para outras partes de Sergipe com as freguesias de Lagarto, Itabaiana, Vila Nova dentre outras.

Elaine Santos respondeu a pergunta dia 04/09/2011 às 17h49, a sua resposta foi a seguinte:

Bem, a presença da Igreja Católica em Sergipe existe desde 1575, com a vinda dos jesuítas Gaspar Lourenço e João Solônio. Estes fundaram as aldeias de São Tomé, Santo Inácio e São Paulo, porém os interesses das autoridades baianas e dos criadores de gado interromperam a extensão das missões de Gaspar e Solônio nas terras entre o rio Real e o São Francisco. Contudo, após 1590, com a conquista definitiva dos portugueses em Sergipe, a Igreja católica esteve presente através das ordens religiosas e do clero secular.
Um grande exemplo dessa propagação foi dada em São Cristovão com a construção da Igreja Matriz, o convento dos Carmelitas e a Casa de Misericórdia, por exemplo. Cujas, construções deveriam estar em consonância com a regulamentação sobre a sua fundação e edificações empreendidas pelo Concilio de Trento, realizado de 1545 a 1563. Onde, essas construções e seus cerimoniais deveriam ser dados de modo a instruir pedagogicamente os seus fieis nos dogmas cristãos. Além disso, os núcleos de povoamento se tornavam um lugar ideal para ditar a ordem e a moral, onde isto era introduzido no cotidiano de seus fieis por meio do badalar dos sinos, de cultos religiosos, procissões, etc. Assim, temos esses núcleos como um centro de difusão e manutenção dos princípios cristãos em regime de padroado.

Josineide Luciano respondeu a pergunta dia 04/09/2011 às 20h42, a sua resposta foi a seguinte:

Com o surgimento dos núcleos de povoamento que era visto como um apêndice de engenho, parasita vivendo da produção do campo, um mero aparelho administrativo e um habitat de burocratas preguiçosos e desocupados, visto como um lugar de marasmo, contudo a Igreja Católica se fez presente tendo um papel relevante nos núcleos de povoamentos na transmissão e difusão e manutenção dos princípios cristão do padroado, ou seja, seus dogmas e doutrina e catequese dos indígenas. Segundo Nunes os núcleos de povoamento caracteriza a vida de Sergipe Colonial, mediante o parecer do Conselho Ultramarino que foi o primeiro documento sobre a história da real situação desses núcleos, esse parecer descreve o que existia: As ermidas (capelas) o primeiro núcleo foi o de São Cristovão fora muito importante para o surgimento de outros núcleos e novas conquistas trazendo a expansão da Cristandade no período Colonial em Sergipe.

Curtiram a pergunta: Antônio Lindvaldo, Grace Hora, Jéssica Souza, Bárbara Lobo e Josineide Luciano.

O questionamento da terceira aula que foi dia 05/09/2011, a líder (Ruzilane Rabelo dos Santos) postou no dia 06/09/2011 às 10h16, a seguinte pergunta:

 Qual a importância das câmaras municipais no processo de independência da
capitania de Sergipe ao domínio da Bahia ao longo do século XVIII?

Renato Araujo respondeu a pergunta dia 10/09/2011 às 21h24 , a sua resposta foi a seguinte:

Nos primórdios a criação das câmaras tinha como intuito manter a ordem nos municípios e vilas da região, algo que não ocorreu devidamente como era pensada pela coroa portuguesa, é necessário ressaltar que no caso da capitania de Sergipe as câmaras eram formadas por criadores de gado e proprietários de terra que viram a possibilidade de se fortalecerem. De início tanto a metrópole como os proprietários de terras tinham os mesmos interesses, entre eles a colonização do território sergipano, mais com o tempo divergências surgiram, a partir do momento em que a metrópole percebeu o crescimento e o fortalecimento do poder local, na qual não mais obedeciam as ordens impostas por eles, principalmente quando o assunto era cobrança de impostos, as câmaras sergipanas protestavam a cada instante principalmente a de São Cristovão. Outro ponto a salutar foi a luta delas a favor das tropas brasileiras para expulsão dos portugueses que eram contra a posição de dom Pedro I. Destaque na luta a favor da independência de Sergipe para as câmaras do interior, em especial Lagarto e Itabaiana.

Antunes Santana respondeu a pergunta dia 09/09/2011 às 17h34, a sua resposta foi a seguinte:

As câmaras municipais de Sergipe foram Criadas para garantir o poder da Coroa nessas terras, no primeiro momento atuavam de forma que garantiam a união de interesses entre criadores de gado e proprietários de terra com a Coroa. Porém no fim do século XVIII as câmaras passaram a formar um espaço que as elites locais aumentavam o seu poder, começando então a destacar os interesses da Coroa. Formando um poder coletivo local se rebelaram devido às altas cobranças de impostos. Sendo subordinada a Bahia recebia pressões tanto dessa como da Coroa. Assim as Câmaras almejavam o fim da subordinação a Bahia. Com a Carta Régia de D. João VI em 1820, que declarava a independência de Sergipe e o não cumprimento dessa ordem pelos baianos, as câmaras tiveram papel definitivo nessa luta, principalmente as do agreste e do sertão, pois é importante lembrar que os líderes políticos da Cotinguiba e São Cristóvão ligados a produção de açúcar não eram favoráveis a independência devida suas relações comerciais com os baianos.

Elaine Santos respondeu a pergunta dia 11/09/2011 às 11h46, a sua resposta foi a seguinte:

Bem, as câmaras municipais foram criadas pelo Estado para o controle administrativo dos núcleos de povoamento e de sua sociedade, porém estas eram administradas por criadores de gado e agricultores, os considerados “homens bons”. A partir disso, entende-se que as câmaras foram criadas pelo rei e ao mesmo tempo contra ele. Isso se torna perceptível quando a identificamos como um local de protestos, principalmente as do agreste e do sertão, já que muitas protestavam mediante questões coletivas, as arbitrariedades e exploração da metrópole, dos ouvidores, do poder eclesiástico e, sobretudo, das autoridades baianas. Assim percebe-se que a independência de Sergipe não foi somente um ato de Decreto assinado por D. João VI, pois a atuação de reivindicações das câmaras municipais frente à exploração interprovincial da Bahia era visível no cenário sergipano, as quais forneceram um terreno propício para isso.
Josineide Luciano respondeu a pergunta dia 10/09/2011 às 18h22, a sua resposta foi a seguinte:

Mediante as discussões em sala de aula percebe-se que no período colonial as insubordinações e protestos levaram a independência da capitania de Sergipe que era produtor e monocultor que atendia os interesses da metrópole, sendo que o pelourinho, forca, parceria com o Estado e criador de gado, e as próprias câmaras municipais não funcionavam para atender a todos e para o serviço administrativo, e quem fazia parte era os chamados homens bons, criadores de gado e agricultores.

Curtiram essa pergunta: Elaine Santos Andrade, Bárbara Lobo e Luiz Bezerra.

O questionamento da quarta aula que foi dia 12/09/2011, a líder (Ruzilane Rabelo dos Santos) postou no dia 13/09/2011 às 11h37, a seguinte pergunta:

Quais os fatores que contribuíram para tornar o Vale do Cotinguiba no século XIX um promissor produtor de cana-de-açúcar?

Renato Araujo respondeu a pergunta dia 18/09/2011 às 11h29, a sua resposta foi a seguinte:

De início é necessário entendermos que para o estímulo da produção em grande escala do açúcar em Sergipe, houve influências nacionais e internacionais, principalmente através de guerras ocorridas nas Antilhas e revoltas escravas na qual destaco a do atual Haiti; o que proporcionou a redução da concorrência entre países produtores, logo ocasionando o aumento de preços do produto. O Brasil é destaque no crescimento da plantação da cana e nesse contexto Sergipe também estava inserido; obviamente surge a região da Cotinguiba como exemplo maior dessa produção, alguns fatores foram essenciais entre eles podemos destacar: o solo de massapé, argilosos, escuros e pesados, que retinham bem a umidade proporcionando fertilidade para tal cultivo; outros fatores foram o clima muito propício, como também a presença de grandes rios e seus afluentes facilitando assim o escoamento da produção do Estado.

Antunes Santana respondeu a pergunta dia 18/09/2011 às 11h27, a sua resposta foi a seguinte:

Vários fatores naturais, econômicos e políticos fizeram a região da Cotinguiba prosperar com a produção de açúcar no século XIX. A região apresentava bons solos massapé, argilosos que continham a umidade, além de um clima favorável e bons rios para escoamento da produção. Assim era uma região propicia para ser demarcada e utilizada a partir da Lei de terras 1850. Sua produção foi influenciada também pela escassez do açúcar em detrimento da desorganização de sua produção nas Antilhas, ocasionadas pelas guerras do Império Napoleônico na Europa e a revolta de escravos em São Domingos (atual Haiti). Todas essas condições fizeram dessa região a mais próspera de Sergipe, inclusive mais rica que a Capital São Cristóvão. Por isso surgiram tantos núcleos de povoamento, merecendo destaque a Cidade de Laranjeiras que teve uma vida cultural intensa com jornais, liceus e etc. Foi nessa região que os sergipanos puderam alcançar o sue desejado futuro promissor depois de tantos conflitos ao longo de sua história.

Elaine Santos respondeu a pergunta dia 18/09/2011 às 13h17, a sua resposta foi a seguinte:

Bem, o açúcar está em presente Sergipe desde a chegada dos primeiros colonizadores em suas sesmarias, porém antes do século XIX, há o predomínio da agricultura e da pecuária na região sergipana. Contudo após este século, tem-se um grande surto dessa produção canavieira no vale do Vaza-Barris e, principalmente no vale da Cotinguiba.
Nessa região eles irão encontrar condições favoráveis para desenvolver-se aqui, devido ao seu solo fértil, clima propício, o transporte de navegação pelos seus afluentes e a vantagem de suas terras encontrarem-se descansadas. Com isso inicia-se uma corrida de terras nesta região, o qual resultará na política da lei de terras, na expulsão de seus indígenas e no desmatamento para a instalação dos engenhos e de suas rotinas fabris.

Josineide Luciano respondeu a pergunta dia 18/09/2011 às 20h45, a sua resposta foi a seguinte:

Segundo Nunes no início do sec.XIX no Vale do Vaza-Barris e na micro região da Cotinguiba ocorreu um surto de produção de cana-de-açúcar em Sergipe, isso está interligado a fatores fora do Brasil a exemplo o aumento do consumo de café, cacau e chá. Também a fatores como a desorganização nas Antilhas ocasionando, pelas guerras Napoleônicas e a revolta escrava em São Domingos (Haiti). Entretanto o Vale da Cotinguiba possuía fatores primordiais, para o desenvolvimento promissor da produção açucareira, a exemplo do solo massapé, argiloso, escuro e pesado e que retinha a umidade, terra muito férteis e favoráveis para o cultivo da cana de açúcar. O clima da região para Maria da Glória Santana de Almeida a região da Cotinguiba era considerada melhor meio de comunicação que a Província possuía para o escoamento da produção agrícola da cana-de-açúcar. Outro fator, as terras sergipanas apresentavam mais vantagens em suas terras, pois as mesmas encontravam-se descansadas em relação às capitanias vizinhas. Portanto a Cotinguiba tinha prosperidade econômica, com a expansão promissora e produtora da cana-de-açúcar, Laranjeira tornou-se um dos núcleos mais importante dessa região.

Curtiram a pergunta: Antônio Lindvaldo, Bárbara Lobo.

O questionamento da quinta aula que foi dia 19/09/2011, a líder (Ruzilane Rabelo dos Santos) postou no dia 20/09/2011 às 19h18, a seguinte pergunta:

Qual o símbolo do pelourinho para os escravos no século XIX erguidos nos núcleos de povoamentos?

Essa pergunta foi ilustrada com uma foto de Jean-Baptiste Debret cuja fonte foi o site: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2010/04/brasil-imperial-em-foco

Renato Araujo respondeu a pergunta dia 25/09/2011 às 10h00, a sua resposta foi a seguinte:

Partindo da concepção que a escravidão era tida de maneira natural para sociedade da época e através dela notava-se o progresso dos engenhos, respectivamente dos núcleos de povoamento. O numero de escravos que chegavam a essas regiões eram de grandes proporções; logo para manter a ordem sobre eles foi preciso utilizar da criação de meios de repressão. Nesse contexto foi criado o pelourinho, denominado por Cloves Moura como "lugar público" Símbolo de que nos povoamentos existiam leis e justiça, na intenção de impedir fugas frequentes dos escravos; a autoridade era exercida com os mais diversos castigos, e o pelourinho entre outros simboliza esse processo brutal e impiedoso da história brasileira.

Antunes Santana respondeu a pergunta dia 23/09/2011 às 23h39, a sua resposta foi a seguinte:

Em uma sociedade onde a escravidão era tida como necessária para o desenvolvimento econômico se fazia necessário o controle sobre os escravos. Nesse contexto o pelourinho exercia seu papel de agente nesse controle na medida em que simbolizava e materializava o poder de seus senhores e da legalidade Real, para com os escravos que não respeitassem as regras e também como forma de exemplo para todos os outros. Nas palavras do Cônego de Laranjeiras, Philadelpho de Oliveira de que a "a aurora e o crepúsculo dos dias eram saudados com azorragues que arrancando gritos doloridos produziam filetes de sangue, que lavavam a terra pelos mesmos escravos cultivados" podemos perceber que esse recurso foi bastante utilizado em Sergipe e as cenas de tortura faziam parte da vida dessa sociedade.

Elaine Santos respondeu a pergunta dia 25/09/2011 às 10h20, a sua resposta foi a seguinte:

O pelourinho juntamente com outros símbolos passou a compor a paisagem das vilas, contribuindo para alicerçar o esteio de dominação portuguesa durante a organização da colonização. Onde este servira como um instrumento, símbolo de autoridade e ordem funcionando como um local de castigos, sobretudo para os escravos para que estes servissem de exemplo para outros que desejassem escapar do domínio de seus senhores, principalmente no século XIX, época em que o trabalho compulsório era a principal mão-de-obra da produção canavieira.

Josineide Luciano respondeu a pergunta dia 25/09/2011 às 16h21, a sua resposta foi a seguinte:

Sergipe no século XIX, principalmente na região açucareira do Cotinguiba onde a escravidão era vista como útil relevante ao progresso dessa localidade. Segundo Penalves Rocha, a existência de escravidão era vislumbrada como sendo um elemento constitutivo e natural das sociedades e partindo nessa ideia e demais elementos, os senhores de engenhos achavam natural que o escravo não tivesse direitos e deveres dos outros indivíduos e por isso era normal as punições, onde negro era levado ao pelourinho para ali ser açoitado publicamente, por isso, para Clovis Moura no dicionário da Escravidão “Pelourinho quer dizer lugar público, espaço de afirmação de autoridade nos núcleos de povoamentos por parte dos portugueses e senhores de engenho...” outra definição seria a representação da autonomia do município e simbolizava que no lugar, ou seja, o pelourinho se fazia justiça, em nome do rei segundo Vieira. Pelourinho era lugar de castigo de punição e fora criado no Rio de Janeiro, em 07 de setembro de 1624 para dar exemplo aos negros fujões, de maneira que a câmara aprovou a construção do pelourinho por útil e necessário.

Curtiram a pergunta: Grace Hora, Bárbara Lobo, José Diones Costa, Valdinaldo Santos de Almeida.